MST: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, ou
MST, surgiu em 1984 quando ocorreu o primeiro encontro do movimento em
Cascavel, no Paraná, como uma tentativa de discutir e mobilizar a população em
torno da concretização da Reforma Agrária que desde então se confunde com a
história do movimento no Brasil.
A questão da Reforma Agrária surge devido ao
grande número de latifúndios que eram característica do Brasil Colônia e que
com o início da República começam a ser questionados deflagrando uma séria de
movimentos ao longo da história do país.
Outros países da América Latina como Guatemala, Bolívia, Venezuela, Colômbia,
Peru, Equador e República Dominicana passaram pela mesma questão, mas, sem que
em nenhum deles o processo de Reforma Agrária tenha sido concluído.
No Brasil a situação não é mais animadora uma vez
que, até 2005, menos de 10% das famílias, das cerca de 7 milhões que não tem
acesso a terra, foram assentadas. Destas 7 milhões, cerca de 200 mil famílias
ligadas ao MST e outras 80 mil ligadas à outros movimentos encontram-se
acampadas à espera da desapropriação de terras improdutivas.
Bastante conhecido pela tática de organizar
barricadas em estradas e invasões de propriedades como maneira de chamar a
atenção da mídia para sua causa, o MST surgiu em um momento em que o Brasil
passava pela reabertura da política nacional, após o período da Ditadura
Militar.
Antes desse período outros movimentos haviam
tentado a distribuição igualitária das terras, mas, a Ditadura fez com que se
dissolvessem e com que a causa só tomasse força novamente com o final da mesma
na década de 80.
Entre os objetivos do MST encontra-se o de
desapropiar os latifúndios em posse das multinacionais e de todos aqueles que
estiverem improdutivos, assim como a definição de uma área máxima para
propriedade rural. O MST é contra projetos de colonização (como os realizados
na Amazônia e que resultaram em fracasso) e defende a autonomia das tribos
indígenas, sendo contra a revisão de suas terras.
Por fim, o MST luta para que os assassinos de
trabalhadores rurais sejam punidos e defende a cobrança do Imposto Territorial
Rural (ITR) o qual seria revertido para a continuação da Reforma Agrária.
Em 2005 o movimento contava com cerca de 124 mil
famílias no Brasil divididas entre 22 estados.
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