Movimentos de Gênero defendem ideais de um certo gênero, seja movimentos
feministas, homossexuais, etc. Esses
movimentos buscam principalmente a igualdade dos gêneros (como no caso do
movimento feminista) e o compate a descriminação (como o LGBT).
Movimento LGBT
Pode-se perceber que há no sujeito político desse
movimento uma diversidade de questões envolvidas, predominantemente
relacionadas a gênero e a sexualidade. O movimento brasileiro nasce no final
dos anos 1970, predominantemente formado por homens homossexuais. Mas logo nos
primeiros anos de atividade, as lésbicas começam a se afirmar como sujeito
político relativamente autônomo; e nos anos 1990, travestis e depois
transexuais passam a participar de modo mais orgânico. No início dos anos 2000,
são os e as bissexuais que começam a se fazer visíveis e a cobrar o
reconhecimento do movimento.
Não podemos pensar a trajetória do movimento LGBT
sem pensar em coisas que aconteceram no passado e influenciaram sua
constituição, nem deixar de fazer referência a fatos que ocorreram fora do
Brasil.
O movimento brasileiro nasce no final dos anos 1970, predominantemente
formado por homens homossexuais.
Posteriormente, essa classificação se
popularizou, chegando ao senso comum. Não podemos dizer, porém, que as classificações
médicas e legais foram simplesmente transpostas para a população em geral, que
as adotou prontamente. Todo o processo relativo à categorização de um
"comportamento homossexual", desde então, foi permeado por conflitos
com categorias locais e por apropriações e traduções dessas classificações. De
qualquer maneira, não podemos subestimar a importância dos discursos médico e
legal para a constituição da "condição de homossexual". Segundo o
historiador inglês Jeffrey Weeks2, os impedimentos legais tornaram-se fator
importante para que surgisse o termo "homossexual" como algo que
denotasse um comportamento e até mesmo um modo de pensar e sentir diferentes da
maioria. Tudo indica que a discussão pública da homossexualidade impulsionada
pela questão legal, ajudava a criar uma nova identidade entre as pessoas que
orientavam suas práticas e desejos sexuais para as do mesmo sexo.
O movimento LGBT no Brasil
No Brasil, a passagem dos anos 1960 para a década
seguinte é marcada pelo endurecimento da ditadura militar. Um movimento
estudantil questionador começa a ganhar visibilidade, mas seria duramente
reprimido pelo regime durante aproximadamente duas décadas. Enquanto isso,
grupos clandestinos de esquerda combatiam a ditadura. Em meados dos anos 1970,
ganha visibilidade o movimento feminista e, na segunda metade da década, surgem
as primeiras organizações do movimento negro contemporâneo, como o Movimento
Negro Unificado, e do movimento homossexual, como o Somos - Grupo de Afirmação
Homossexual, de São Paulo.
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